John Cleese

Um dos maiores nomes da comédia feita no Reino Unido, que inspirou os que seguiram, não só em terras de Sua Majestade como um pouco por todo o Mundo. Será certamente mais fácil associá-lo aos Monty Python e a filmes imortais desta pandilha como “A Vida de Brian”. Tudo isso e uma carreira de várias décadas. Nas ruas de Lisboa, vejo-o amiúde a espreitar numa rua que tenho de subir quando me desloco à Feira da Ladra. E, ao contrário de outros, este não anda espalhado um pouco por toda a cidade.

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Gripe A

Há uns anos atrás, a gripe A era anunciada como a catástrofe que iria devastar o mundo e trazer consigo um rastro de destruição de proporções bíblicas. Foi esta a doença que obrigou a reforçar medidas de higiene básicas em espaços públicos e à elaboração de planos de contingência nas empresas. Não se sabe se foi das apertadas medidas de saúde pública, da resposta eficaz dos serviços de saúde ou do estado de alerta que se gerou, mas o que é facto é que os receios iniciais acabaram por não se confirmar e o dano causado foi inferior ao que se esperaria. Não é possível subscrever a opinião expressa neste mural indignado, até porque a gripe A não se trata obviamente de uma mentira, mas é um facto que houve todo um alarde que se revelou não ter um grande fundamento.

Zé Catana

Uma daquelas frases escritas em Lisboa com um lastro de desconhecimento. Não se sabe quem é o Zé Catana, nem é possível aferir se esta frase visa denegrir a imagem do próprio ou se é escrita em sinal de alerta, como que a dizer “Se vires por aí o Zé Catana, fica atento, porque esse fulano tem tendências suicidas”. Alguém cujo apelido informal remete para instrumentos de cutelaria seria talvez alguém com quem tivéssemos de ter cuidado, daí arriscar que na génese desta frase estará um ajuste de contas, mas eu só sou especialista em pinturas murais, em Psicologia nem por isso.

A Grécia e Portugal

As notícias vindas da Grécia nos últimos dias dão conta da impossibilidade de se formar um Governo e do anúncio de novo ato eleitoral, cujos resultados possam trazer uma solução de governabilidade. Face a toda esta incerteza, o cenário de incumprimento dos compromissos internacionais faz com que haja a possibilidade de o país sair da zona Euro, o que poderá trazer consequências gravosas para o próprio país e para a zona Euro. Por muito que se diga que Portugal é um caso diferente da Grécia, o agudizar da recessão e o aumento do desemprego provam que o receio de que o cenário grego se possa refletir em Portugal não seja uma hipótese meramente académica. O que está escrito num dos ex-libris da escrita mural na capital – leia-se, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa – acaba, por isso mesmo, por fazer sentido. Achar que nada temos a Grécia acaba por ter contornos quase de fé.

The beat

Meio escondido debaixo de um viaduto, numa movimentada zona lisboeta, é difícil não associar este graffiti às grandes vozes femininas do Soul, R&B ou afins.

Cair nas escadas

A queda em escadas é certamente um dos desportos nacionais por excelência. Para além disso, é uma situação cujo embaraço que causa à própria pessoa é proporcional ao divertimento que provoca nos outros. Explicar o fenómeno levaria a entrar em toda uma análise multi-disciplinar, que começaria na Psicologia e acabaria na qualidade dos materiais de construção de escadas, seria um exercício interessante, mas fora do âmbito da página. Fica então um importante alerta, visando minimizar o impacto das famosas quedas de escada: desde que não se perca a cabeça, então tudo bem.

Citando José Saramago

Junto à Casa José Saramago, é possível encontrar frases por ele proferidas, escritas numa parede. Um caso bem sucedido de conjugação de homenagem a uma das grandes figuras da nossa Literatura com a intervenção em espaço urbano, dando uma utilização mais feliz aos muros circundantes. “Sabemos muito mais do que achamos e podemos muito mais do que imaginamos” soa um pouco a citação da bíblia de auto-motivação quando retirado do contexto, ainda assim uma mensagem de esperança rumo ao ultrapassar dos nossos medos e adversidades.