Em novembro

Não é propriamente um segredo da Ciência Política que os meses de abril e maio são aqueles em que há uma tendência mais “esquerdizante” – perdoe-se-me o neologismo – e um ambiente mais favorável ao protesto popular e à evocação de conquistas sociais passadas. A acrescentar à celebração internacional do Dia do Trabalhar, importa não esquecer o nosso 25 de abril e, falando em fenómenos de maior dimensão, do Maio de 68. Por isso mesmo, é uma altura que, durante o resto do ano, serve de referência para protestos e fenómenos associados à luta popular, da mesma maneira que somos assaltados pelo espírito de férias quando pensamos em agosto ou em festejos natalícios quando dezembro vem à memória. E é precisamente em novembro que estamos a meio do percurso entre um abril que já passou e outro abril que aí virá. E, fazendo fé nesta pixagem, haverá quem tenha esse espírito presente quando o caminho ainda vai a meio.

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