Pagar dívidas

Esta frase, escrita em tom de ameaça, teria certamente um destinatário particular, não se sabe se alguém que ficou a dever dinheiro perdido numa mesa de jogo ou um qualquer antigo sócio de um negócio. Normalmente, a recuperação de dívidas é feita de uma forma um pouco mais física – seja com recurso a um senhor vestido de fraque ou recorrendo a elementos de um qualquer submundo, dispostos a um biscate de cobranças difíceis – ou então através de expedientes legais, daqueles que ajudam a entupir o sistema de Justiça luso. A parede ficou como uma espécie de registo físico destas contas de deve e haver.

Independentemente de quem está envolvido nesta ameaça, há um tom ligeriamnte familiar para quem acompanhou o país durante os últimos anos, nomeadamente esse empréstimo dos FMIs deste Mundo e outras entidades sem rosto, alegadamente para salvar a Nação da bancarrota. Resta-nos a nós ser o triste destinatário deste muro e seguir as ordens que aqui são escritas, mas sem saber exatamente quem a pintou na parede.

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