A publicidade

Volta e meia, deparamo-nos com uma espécie de publicidade institucional ao fenómeno da pintura de paredes públicas, não querendo fazer mais do que justificar a sua própria existência. Como sucede neste caso, em que se pede menos paredes limpas e mais arte de rua, num estilo de cartaz vintage devidamente recuperado aos nossos dias.

Projetar

Uma espécie de auto-flagelação por parte de quem escreveu esta parede. Alguém que andou tão entretido a sonhar e a projetar coisas, que nunca terão dado em nada, que acabou por perder tempo precioso de vida. No fundo, alguém que nos diz que devemos sonhar com cenários futuros, mas sem tirar os pés do presente. No final de contas, é isso que conta.

A caravana

Uma versão adulterada da velha máxima popular “Os cães ladram e a caravana passa”, forma de mostrar que todas as decisões implicam sempre divergências de alguém e que é melhor ignorar e seguir o caminho previamente traçado, indiferente a críticas do momento. Aqui, dá-se ao bicho gato um poder superior ao congénere canino, para fazer parar a caravana e mudar o rumo do acontecimento. O ditado original não terá certamente direito a alterações à custa deste muro, mas terá certamente aqui uma espécie de opositor, qual cão a ladrar à caravana que passa.